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segunda-feira, 6 de junho de 2011

O que mais podemos esperar, sr. Haddad?

Eu juro que não acreditei no que vi... Dei até uma piscada mais prolongada e limpei as lentes dos óculos antes de ler outra vez. Mas era real. Estava lá, na manchete da página do jornal: ‘MEC gasta R$ 13,6 mi com 7 milhões de livros para ‘ensinar’ que 10-7=4’(O Estado de S. Paulo, pág. A26, edição de 4/06/2011).
E não para por aí. Os cadernos de matemática da coleção ‘Escola Ativa’ ensinam que 16-8=6 e 16-7=5... Inacreditável!
A tal coleção, com 35 volumes, foi distribuída nas escolas da zona rural que reúnem, em uma mesma sala, alunos do 1ºao 4º ano do ensino fundamental.
Não bastam as condições precárias dessas escolas? O material didático distribuído pelo MEC não deveria ser mais bem cuidado? Antes da publicação, os livros não foram revisados? Quando foram entregues com erros tão grotescos não deveriam ter sido devolvidos para que houvesse correção? Mas não...
Não só foram recebidos e pagos, como distribuídos... Quase um ano depois (pois é, a coleção chegou às escolas no segundo semestre de 2010!) é que alguns ‘iluminados’ de uma dessas ‘comissões’ lotadas de ‘aspones’ perceberam as aberrações. Mas, pior que isso são as explicações do ministro da Educação. Segundo Fernando Haddad ‘houve uma falha de revisão’... ‘mas como esse é um material de uso opcional, não comprometerá o ensino’...
Com todo o respeito, Sr. Ministro, dá um tempo! A ‘coisa’ não é tão simples assim. Não basta recolher os livros ou mandar interromper o seu uso, ou, ainda, solicitar abertura de ‘sindicância’. O senhor deve explicações (e muitas); como titular da pasta é o responsável por tudo o que acontece em seu domínio. E olha que ultimamente as confusões oriundas do MEC não são poucas... problemas com Enem, livro que afirma que falar errado não é errado, o kit anti-homofobia... O senhor está na berlinda faz tempo e agora isso... Portanto venha a público se explicar por mais esse ‘deslize’; mas sem atentar contra a nossa inteligência, por favor.
O senhor deve explicações, sim. Em respeito aos alunos e professores atingidos, e aos contribuintes que, como eu, pagam impostos altíssimos, lotam os cofres públicos e esperam, no mínimo, o bom uso desse dinheiro. Afinal foram mais de R$ 13 milhões jogados no lixo... E, caso o senhor não seja capaz de explicar o inexplicável, que tome outro rumo na vida. Porque a educação é o pilar mestre na formação de um país de verdade. É através da educação que se conquista a cidadania, a soberania e a liberdade. E o mínimo que se espera de um ministro da Educação é que trabalhe com muita disposição para melhorar e aprimorar a formação das crianças e jovens desse país, e não o contrário.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Não me parece incrível estes erros terem passado por tantas pessoas já que muitas outras estão acomodadas a respeito da educação. Sou testemunha que nem mesmo as escolas particulares possuem um verdadeiro amparo do governo. Admito que existem números positivos, mas ainda existe muito há se fazer. Mesmo a "elite do ensino" parece mais focada em sistemas de memorização pré-vestibular que em qualquer outra coisa. Nesta indústria de gabaritos, me pergunto se existe espaço nas múltiplas escolhas para as respostas certas, ou 10-7 vai ser sempre igual a 4?

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