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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Me rendi ao samba...

Eu nasci no ano em que Bill Halley lançou ‘Rock around the clock’ e deu início a uma revolução que mudou o cenário musical mundial.
Cresci ouvindo Beatles e Rolling Stones e curtindo o iê iê iê da Jovem Guarda naquelas tardes do domingo.
Mais tarde vivi a ilusão da possibilidade de um mundo mais justo, harmonioso e sem guerras sob o lema ‘Paz e Amor’, propagado pelo movimento hippie e embalado pelos solos da guitarra de Jimi Hendrix, a voz inconfundível de Janis Joplin, o som lisérgico do Yes, e viagens sonoras do Pink Floyd... Só para citar alguns, porque a lista é imensa.
Na trilha sonora que foi marcando cada fase da minha vida, houve espaço para o Tropicalismo de Caetano, Gil, Gal e Bethania, pra um punhado de músicas do Chico e outro tanto das do Milton e sua turma do Clube da Esquina, um pouco de bossa nova e muita coisa do Toquinho e Vinicius...
Samba?... Não, nunca me identifiquei com o ritmo. Não sou da batucada... nem da carnavalesca. Nos tempos em que eu curtia a Folia de Momo, preferia as marchinhas de ‘antigamente’...
Samba?... Nunca fez a minha cabeça... A exceção – e sempre tem! – são as músicas de Adoniran Barbosa... Essas eu gosto e sei cantar! No mais... não conheço quase nada!
Como diz a letra ‘quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé’... Minha cabeça não é tão ruim assim... então, sou doente do pé, mesmo. Não só do pé... das ‘cadeiras’ também. Sincronizar o vai e vem das pernas, com um remelexo de quadril, ombros e braços é demais pra mim... Não ‘rola’... Sou ‘dura’, não tenho ginga! Sabe aquela imagem de gringo sambando desengonçado? Então... eu sou um pouco pior... Talvez por isso o samba não faz parte do meu cardápio musical.
Mas,... já repararam que tem sempre um mas!... Um dia desses, passeando pelo Facebook, me deparei com um vídeo compartilhado pelo Arnaldo Duran. Curiosa, cliquei; era um samba e... eu me encantei. Revi várias vezes. Fui fisgada! Pela música, pela qualidade dos músicos e, principalmente pela interpretação impecável do cantor... que cadencia, que ritmo, que balanço, que expressão!!!!
Só que eu nem fazia idéia de quem se tratava... Declarei minha ignorância na rede e quase que instantaneamente começaram a chegar as informações.
É o Germano Mathias, sambista ‘das antigas’, nascido em São Paulo; quem o acompanha é o quinteto Preto e Branco, além de Luizinho 7 Cordas no violão, Raul de Souza no trombone e Guilherme Vergueiro no piano... A música, ou melhor as músicas, ‘Guarde a sandália dela e História de um valente’. Um show!
Show que, descobri depois, é parte do documentário ‘Ginga no Asfalto’, lançado em 2007. No DVD, além de cantar, Germano fala de sua vida e obra. Uma aula para aprendizes, como eu...
Me rendi ao samba do Germano... Não virei sambista... estou longe disso. Mas, vira e mexe me pego cantarolando...’guarde a sandália dela que o samba sem ela não pode ficar...’ Que maravilha!
Quer conferir o que me fascinou? Então experimente o link abaixo e depois me conta.
http://www.youtube.com/watch?v=87CYO_rfOhY

2 comentários:

  1. Estou sob o perigo de cantarolar a letra repetidas vezes nos próximos dias... Começando agora mesmo.

    "Guarde a sandália dela que o samba sem ela não pode ficar..."

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  2. Adorei conhecer seu espaço!
    Voltarei mais vezes!
    http://no-meu-tom.blogspot.com/
    Bjs

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